A ilustração botânica é uma das artes que mais adoro. Pesquisar sobre o assunto e desenvolver estampas a partir dessas imagens faz parte do meu repertório. Cada dia aprendo um pouco mais sobre esses grandes pioneiros naturalistas e desenvolvo novas artes a partir desse olhar único.

A história da ilustração botânica é marcada por grandes artistas que uniram pioneirismo, inovação, ciência, técnica e sensibilidade para registrar a beleza da natureza. Entre os nomes que eu gosto e pesquiso estão Basilius Besler, Georg Dionysius Ehret, Pierre-Joseph Redouté e Marianne North, artistas maravilhosos e inspiradores.

No século XVII tivemos a genialidade de Basilius Besler (1561–1629), boticário e apaixonado por jardins, publicou o monumental Hortus Eystettensis (1613), um livro referência de todos os tempos, reunindo mais de mil espécies cultivadas nos jardins do príncipe-bispo de Eichstätt, na Baviera. Suas gravuras combinavam rigor científico com grande impacto visual, retratando flores, ervas e frutos com riqueza de detalhes e a beleza barroca.

Já no século XVIII, um dos maiores ilustradores botânicos foi o alemão Georg Dionysius Ehret (1708–1770), que trabalhou ao lado de grandes cientistas como Carl Linnaeus e desenvolveu um estilo que equilibrava precisão científica e estética elegante. Suas aquarelas mostravam cada detalhe das plantas de forma clara e harmoniosa, servindo tanto à ciência quanto à arte. Essenciais para o estudo das plantas.

Naquela época, o mundo estava sendo desbravado após a conquista de diversos países através das novas rotas de navegação e o mundo se tornou um lugar imenso para os naturalistas e pesquisadores. Grandes descobertas da Botânica aconteceram nesse período.

No século XVIII, um dos principais ilustradores e pesquisadores das plantas foi o famoso francês Pierre-Joseph Redouté (1759–1840) – conhecido como “Rafael das Flores” que se destacou por suas aquarelas delicadas de rosas, especialmente na série Les Roses.

Redouté foi um artista patrocinado pela realeza, foi tutor de Maria Antonieta (última rainha da França), e em 1798, a imperatriz Josefina (mulher de Napoleão) tornou-se sua mecenas e ele continuou com o seu trabalho, deixado esse legado maravilhoso para o mundo.

Para finalizar esse blog de hoje, não poderia deixar de falar de uma das minhas ilustradoras botânicas preferidas, Marianne North (1830–1890), precursora incrível, moderna e maravilhosa!

Marianne foi uma inovadora na arte botânica! Viajou pelo mundo em pleno século XIX, e cá para nós, já imaginou como isso era difícil, perigoso e essencialmente masculino?
Marianne esteve no Brasil e fez uma série sobre a flora brasileira que se encontra na Marianne North Gallery no Jardim Botânico Real de Kew Gardens, na Inglaterra. Eu tive o prazer de visitar esse local em 2014.
Desses ilustradores acima, apenas North visitou o Brasil e explorou regiões como Rio de Janeiro, Minas Gerais e o interior, pintando orquídeas, bromélias, palmeiras e outras espécies tropicais. Suas obras em óleo sobre tela capturavam não só a forma das plantas, mas também a exuberância do ambiente, mostrando de forma inovadora a flora brasileira para o olhar europeu.
Espero que você tenha gostado, aos poucos escreverei outros textos mostrando um pouco mais da história da arte botânica e seus incríveis personagens!
E claro, se você curtiu veja nossa coleção Florais Vintage no site, totalmente inspirada em Besler!
Quadro floral: Jacinto Azul, da Linha Florais Vintage com 8 imagens de pôsteres para você escolher.
Até breve!


